sexta-feira, 16 de maio de 2014

Mesmo movimento, estimulo diferente

Existem alguns segredos no treinamento que são difíceis de serem passados aos alunos. Uma delas é como uma pequena mudança na execução dos seus exercícios pode fazer toda diferença no seu resultados, um modo simples de te ajudar a identificar como leve mudanças da execução podem fazer grande diferença diz a respeito da carga.

Vamos ilustrar todo o post de hoje com um único movimento, o supino com halteres. Eu poderia utilizar qualquer movimento que não fosse realizado em máquinas, ou até alguns em máquinas, mas o supino com halteres é provavelmente o movimento que apresenta o maior número de possibilidades e que a grande maioria dos leitores já realizou.

Vamos pensar em algumas possibilidades de execução desse exercício, mas vamos começar diferenciando que você pode realizar uma execução somente de empurrar os halteres para cima:

Ou você pode realizar uma execução aproximando um halteres do outro no final da execução:
Lembrando que a função do peitoral é aproximar o braço da parte medial do corpo(do meio do corpo), então é fácil de imaginar que a segunda versão vai te possibilitar um maior encurtamento da musculatura do peitoral. Mas ao mesmo tempo a primeira versão vai lhe possibilitar mover maior carga, o que vai gerar um estimulo hormonal maior.
Então qual utilizar? Depende do seu objetivo, se você treina somente peitoral a opção 2 com certeza, se você treina peito,ombro e tríceps, podemos pensar na primeira opção, mas isso depende do seu objetivo com esse movimento.

É possível pensar ainda no movimento das mãos durante esse exercício, é comum as pessoas chamarem de Fly,uma versão aonde no final do movimento virão uma palma da mão para a outra. O peitoral faz rotação interna dos ombros, ou seja, se pensarmos no que seria mais eficiente para o peitoral, seria manter a posição pronada da pegada(igual a da segunda imagem), mas se o halter for muito grande a opção de rotacionar as mãos permitiria uma amplitude maior. Então temos pontos positivos em ambas as formas, sem uma ser superior a outra.

Pensando em amplitude é possível imaginar essa execução de maneira a alongar totalmente o peitoral, descendo o máximo possível, ou ainda realizar até os cotovelos chegarem a 90 graus.
Vamos ressaltar que no máximo de amplitude iremos solicitar muito dos ombros, tanto articular como muscularmente (por tanto se você treina ombro em outro dia não seria uma opção ótima), mas proporciona um estimulo de alongamento melhor. Por tanto qual opção utilizar vai depender tanto da sua divisão de treinamento como da saúde articular dos seus ombros.

O angulo que você mantém dos ombros é fundamental quando pensamos no peitoral, a posição ideal de execução vai permitir um alongamento  e amplitude perfeita desse exercício, se você afastar mais as mãos ou aproximar mais as mãos(na posição dos halteres mais próximos do corpo), você vai acabar enfatizando mais o tríceps ou forçar excessivamente o ombros respectivamente.
Por tanto procure lembrar no seu próximo treino como a execução e seus pequenos detalhes são importantes, e modificar de acordo com seus objetivos.

Abraços e Bons Treinos!

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