sexta-feira, 18 de julho de 2014

A importância de sentir as musculaturas

É muito comum, principalmente para os iniciantes na academia, procurarem sempre mover a maior quantidade de peso em cada exercício, e não se preocupar muito com o que cada exercício trabalha. Obviamente que ao final do treinamento eles ficam com dor tardia em algumas musculaturas, mas não conseguem nem ao menos te dizer qual é a divisão muscular que eles vem realizando.
Vamos entender um pouco melhor sobre a importância de você sentir a musculatura alvo sendo trabalhada e qual a relação que isso tem com o seu treinamento.



Antes de mais nada vamos começar relatando que não importa se você sente sua panturrilha enquanto você realiza o supino, aquele movimento vai trabalhar peitoral, parte anterior do ombro e tríceps. É comum observar algumas pessoas sentirem outros grupamentos musculares que não estão relacionados com o exercícios, normalmente ou por alguma questão postural, ou por sentir o alongar daquela musculatura durante o exercício.

Voltando ao supino como exemplo, ele trabalha sempre peitoral, ombro e tríceps, mas o quanto ele irá trabalhar de cada um nem sempre é igual para todo mundo. É fácil de imaginar que dependendo do tamanho dos seus braços e de onde você segura na barra as angulações irão mudar e isso irá sim impactar no quanto cada musculatura trabalha.

Além disso é comum encontrar alunos que possuem algum tipo de desequilíbrio muscular, e com isso a musculatura mais forte acabará "dominando" um pouco os exercícios nos quais ela está envolvida. No caso do supino é comum observarmos pessoas que conseguem mover grandes cargas devido a muita força nos ombros e tríceps ao invés de utilizar o peitoral.

Vamos observar um exemplo prática de como isso pode influenciar no seu treinamento, alguém com muita força nos ombros irá realizar o seguinte treinamento:

Supino reto com halteres
Supino inclinado
Crucifixo Inclinado
Desenvolvimento
Elevação lateral
Elevação frontal

Observamos que os movimentos para o peitoral já possuem um grande grau de solicitação da parte anterior do ombro, por utilizar halteres ou por estar no plano inclinado. Nesse caso poderíamos abordar alguns tipos de solução:

-Aumentar o número de exercícios para o peitoral em detrimento do número de exercícios para os ombros. Exemplo: tirar a elevação frontal e colocar um crossover declinado.

-Poderíamos enfatizar os exercícios declinados e reto. Substituindo os exercícios de peitoral por: supino declinado, supino reto com barra e crossover declinado.

-Poderíamos iniciar o treinamento com um exercício isolado de peitoral (crossover), para tentar gerar uma pré-exaustão, aumentando assim a "sensibilidade" do aluno aquela musculatura, e fazendo com que ele tentasse enfatizar a contração do peitoral no resto do treino.

Esse tipo de observação é fundamental e ocorre com todas as pessoas em uma ou mais musculaturas, e é através dessa observação que você consegue gerar um treinamento mais personalizado e efetivo.

Abraços e Bons Treinos!

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