terça-feira, 5 de maio de 2015

Preparação física no Rugby

Um programa de de condicionamento físico tem como objetivo a aumentar as capacidades físicas dos jogadores de forma a melhorar a performance e reduzir as lesões. Por exemplo, o treinamento de força pode reduzir a incidência de lesões que ocorre na situação de contato, por isso o treinamento físico fora a prática do rugby deveria ser padrão a todos os praticantes.

O rugby é um esporte complexo e cada atleta deveria ter um programa de treinamento personalizado de acordo com suas necessidades e funções, mas nesse texto vou abordar de maneira mais ampla como poderia ser a programação de treinamento de acordo com o período competitivo durante o ano, dessa forma facilitando uma periodização adequada.

OFF-SEASON (antes do início da temporada)
A ênfase do treinamento durante esse período preparatório, é projetado para estabelecer um nível de base de condicionamento e induzir mudanças positivas na composição corporal, como perda de gordura corporal ou ganho de massa muscular. Além disso é necessário realizar um trabalho de adequação com o atleta caso seja necessário ensinar técnicas básicas e mais avançadas que serão utilizadas durante o período de treinamento.
Na musculação normalmente se utiliza de um programa mais generalizado, que procura aumentar os níveis de condicionamento, aumentar a capacidade de resistência a sobrecarga geral do treinamento.

Normalmente nessa fase se utiliza de um trabalho mais focado na hipertrofia muscular, normalmente utilizando um trabalho que envolva o corpo todo em todas as sessões, utilizando um volume moderado-alto de exercícios e repetições para auxiliar também na resistência muscular.
O treinamento aeróbio deve ser prescrito de acordo com as necessidades individuais se o atleta precisa aumentar sua massa muscular, o ideal é reduzir o trabalho aeróbio, se o atleta precisa emagrecer é possível aumentar o trabalho aeróbio de média-alta intensidade para auxiliar na capacidade aeróbia/anaeróbia.

PRÉ-TEMPORADA
O trabalho feito na pré-temporada começa a se focar em força máxima e potência, que é a capacidade de desempenhar força em um curto período de tempo. Para aumentar a força geral do atleta é recomendado um trabalho com exercício multi-articulares com uma intensidade (entre 1-5RM ou +80-85% da sua carga máxima), mas é importante realizar um trabalho progressivo da fase anterior até essa, onde o atleta vai se acostumando progressivamente ao aumento de carga para evitar lesões.
O trabalho de potência pode ser realizado com movimentos mais tradicionais da musculação como supino, remadas e agachamentos, feitos de maneira explosiva e com cargas “leves” ou com movimentos mais específicos dos trabalhos de potência como saltos e levantamentos olímpicos.
Estes exercícios devem ser realizados sempre no início do treinamento antes da fadiga, e nunca até a falha muscular.
Como a temporada se aproxima, deve haver uma mudança no sentido de uma maior especificidade de condicionamento físico, onde o treinamento aeróbio deve ser realizado em maior intensidade, podendo ser feito também atividades especificas realizadas no esporte, como um jogo adaptado ou simulação de jogadas, para que seja possível trabalhar começar a trabalhar agilidade, velocidade e que ocorra uma transição para o esporte.

Período competitivo
Nesta fase do ano pode-se supor que os jogadores fizeram melhorias significativas no condicionamento e força, por tanto é um período onde o atleta deve ter uma recuperação completa para que possa desempenhar o máximo possível nos jogos.
O treinamento de força é de baixo volume, poucos exercícios e poucas séries, ainda focando no trabalho de força máxima e potência.
Condicionamento físico deve ser mantido com atividades técnico-táticas e com os próprios jogos devem ser considerados como “treinos de condicionamento de alta intensidade”, justamente por isso atletas que por algum motivo não participaram do jogo (ex.: reservas) devem realizar um treinamento extra de condicionamento.

Transição para o OFF
A fase de transição é, tradicionalmente, uma fase de descanso ativo e recuperação e comumente prescritos após o fim da temporada. Esta fase deve durar entre 1 e 4 semanas e tem como objetivo a total recuperação física e mental para evitar um “overtraining”, é sugerido um trabalho leve e recreativo, podendo ser reduzido o trabalho resistido e aeróbio se forem mantidas as práticas esportivas ou vice-versa.

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