terça-feira, 21 de julho de 2015

Peitoral de respeito

Muitas pessoas tem dificuldade de desenvolver o peitoral e já que a a musculatura favorita de 9 entre 10 praticantes masculinos de musculação (junto com bíceps e tríceps) vamos tentar ajudar a galera a desenvolver mais essa musculatura.

Os problemas
O peitoral só vai ser estimulado em movimentos que a parte anterior do ombro também estará trabalhando, e ocorre que eventualmente o aluno acaba estimulando mais os ombros que o peitoral. Isso pode ocorrer por uma série de fatores, mas normalmente é uma escolha ruim dos exercícios e da técnica de execução.
Outro problema clássico é "se não está funcionando, vamos fazer mais", e isso acaba por gerar mais estimulo para os ombros, mais desgaste articular, o que em última estância faz pouco pelo peitoral e prejudica seus ombros.

A estética
Eventualmente alguns praticantes de musculação me surpreendem, tendo um desenvolvimento de peitoral enorme em comparação com o resto, e eu vejo isso como um problema, é necessário que ocorra um equilíbrio não somente por questões estéticas, mas principalmente de saúde. Se você prioriza excessivamente uma musculatura ela acaba por tracionar mais a inserção articular, no caso os ombros que vão eventualmente ficar com uma rotação interna, dando um aspecto cifótico para o aluno.




O equilíbrio
Se você está com dificuldade de desenvolver o peitoral o melhor é trocar a sua estratégia atual de abordagem em relação a esse treinamento. Apesar de que todas estratégias são válidas, eventualmente alguns pequenos ajustes podem lhe proporcionar melhores ganhos.

Amplitude da pegada:
Muitas vezes para levantar mais carga as pessoas tendem a segurar na barra com as mãos muito afastadas(parecendo um powerlifter), isso vai colocar mais estresse nos ombros e proporcionar um menor alongamento na musculatura do peitoral.

Amplitude de movimento:
Novamente para levantar mais carga, as pessoas tendem a encurtar o movimento, deixando ele mais próximo do topo, isso basicamente vai colocar mais estresse no tríceps, já que ele é o principal responsável pela extensão de cotovelo. Acredito que se o intuito é focar no peitoral talvez focar na parte inicial do movimento seria mais proveitoso.

Inclinado, reto e declinado:
No intuito de focar mais o trabalho na parte superior, eventualmente os alunos acabam por transferir mais ainda o estresse para os ombros. Lembre-se que em última estância, chegando na falha muscular, todas as fibras do peitoral são ativadas, por tanto se você está fazendo um reto ou declinado, também estimula as fibras claviculares (superiores).

Isolados e Multi-articulares:
É importante sempre pensar nos exercícios isolados como algo para complementar seu treinamento, por isso se você está com dificuldade no desenvolvimento do peitoral, procure encaixar um exercício isolado ou no início (como pré-exaustão) ou no final do treinamento. Acho importante falar que o intuito é organizar seu treinamento de maneira inteligente e não colocar mais 2 exercícios no seu treinamento, pense a respeito de qual o objetivo de cada exercício.

Equipamentos
Em relação ao peitoral, acho importante ressaltar que se você só trabalhar com barras, não vai alongar o peitoral no máximo de amplitude, e se só trabalhar com pesos livres vai depender sempre muito da estabilização dos ombros e não terá nenhuma resistência no final do movimento.
Por isso a variedade de equipamentos pode ser benéfica, especialmente quando falamos de resistência por cabos ou elásticos no caso do peitoral.

Lembre-se que a melhor estratégia é a mais inteligente e sempre tente medir sua progressão.

Abraços e Bons Treinos!

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