quinta-feira, 30 de junho de 2016

Todo exercício é igual?

Será que todo exercício para a mesma musculatura acaba resultando no mesmo efeito? Será que fazer um tríceps pulley com corda ou com barra faz diferença?



Antigamente era comum a afirmação que determinado exercício é para atingir tal porção de uma musculatura, como por exemplo que a rosca scott era para desenvolver o pico do bíceps. Atualmente por uma simples análise morfológica (a posição das fibras), sabemos que é impossível esse tipo de estímulo.

Mas também era dito que fazer por exemplo um tríceps pulley com a pegada invertida era para trabalhar mais a cabeça lateral no tríceps e fazer um supino fechado para pegar mais a cabeça longa do tríceps. Tudo isso baseado em mero "sentimento" de quem realizava os exercícios.

Com o passar do tempo e avanço da tecnologia começamos a observar por eletromiografia e resultados em protocolos de treinamento (em pesquisas cientificas) que realizar os movimentos multi-articulares acabavam por estimular mais musculaturas e consequentemente estimular maior hipertrofia.

Porém recentemente se começou a utilizar exames de imagem computadorizados para poder medir com maior precisão o resultado de protocolos de treinamentos em pesquisas, ou seja, é possível saber exatamente qual foi o aumento da musculatura e isso da um enfoque muito para para musculaturas onde não é possível analisar somente ela através de uma medida de circunferência (como tríceps, bíceps, peitoral, costas, etc.) e principalmente entender como cada exercício realmente impacta um grupo de musculaturas, como por exemplo o tríceps braquial, que apesar de nos referirmos a ele como um músculo ele possuí 3 cabeças (daí o nome trí= três, ceps=cabeça).

Recentemente foi demonstrado que um programa de treinamento que envolvesse somente 1 exercício o tríceps testa, em comparação com outro protocolo que envolvia somente 1 exercício o supino fechado, estimularam o tríceps de uma maneira similar no volume total (com uma pequena diferença de superioridade do supino fechado), mas a cabeça que mais cresceu em cada um desses exercícios foi diferente. Isso apoia a ideia que determinados exercícios REALMENTE estimulam mais certas "porções" das musculaturas.

Tudo isso ressalta a importância de com o avanço tecnológico continuar a testa antigos paradigmas que eventualmente não eram possíveis de se responder, e principalmente a importância da diversidade de movimentos no treinamento.

Tudo isso na prática pode não ter muita relevância para você que já faz 2-3 exercícios por musculatura, mas com certeza é fundamental para quem necessita focar o trabalho em alguma musculatura alvo, seja por motivos estéticos ou ainda reabilitativo.

Abraços e Bons Treinos!

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